BACABAL (MA) — Em um desdobramento do caso que comove o Maranhão e o Brasil há mais de oito meses, Clarice Cardoso, mãe dos irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), esteve acompanhada de sua defesa para a realização de coleta de material genético (DNA). O procedimento visa verificar se um menino resgatado recentemente durante uma operação policial nos Estados Unidos é Allan Michael.
Os dois irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município de Bacabal (MA). Desde então, investigações da Polícia Civil e forças-tarefa de busca tentavam localizar o paradeiro das crianças.
Suspeita em operação nos EUA e apoio internacional
A nova linha de investigação ganhou força após a divulgação de uma operação de resgate realizada pelas autoridades norte-americanas. O grupo de menores resgatados inclui crianças de diversas nacionalidades, entre as quais uma chamou a atenção da família e da defesa pela forte semelhança física com o pequeno Allan Michael.
Para dar andamento às verificações internacionais, a Polícia Federal recebeu pedido para inclusão do caso na Difusão Amarela da Interpol — mecanismo utilizado mundialmente para ajudar na localização de pessoas desaparecidas.
Clarice Cardoso reuniu-se com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís, onde foi prestado o suporte para os procedimentos de identificação técnica e cooperação com o Consulado Brasileiro e órgãos dos EUA.
Busca por respostas e confirmação científica
Durante pronunciamento público e em entrevista coletiva à imprensa, a mãe reiterou que não perderá as esperanças de reencontrar os filhos.
"Não dá para ter certeza só pelas fotos, mas cada característica lembra o Michael", pontuou Clarice.
Apesar da repercussão e do indício levantado nos Estados Unidos, as autoridades policiais e a defesa da família ressaltam que ainda não há confirmação oficial de que a criança localizada seja Allan Michael. A resposta definitiva dependerá do confronto genético entre as amostras coletadas da mãe e o perfil da criança sob custódia americana. As investigações sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly também seguem ativas sob cooperação policial.
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